sexta-feira, 6 de novembro de 2009

- habituou-se.

- na verdade, esconder-se foi o que ele aprendeu a vida toda. Não mostrava-se aos outros como mostravam-se para ele e isso era regra. Não aproximar-se, não apaixonar-se, não abrir as portas do seu mundo (para que outros seres pudessem participar e mostrar novos caminhos, com diferentes visões) era o que tinha como mandamentos. Esqueceu que mesmo querendo não poderia viver sozinho e que sobreviver exigia amizades, comunicação, debates, razão e um pouco de sentimento. Isso durou um bom tempo, DUROU. Aos poucos foi sentindo que a solidão não era um mundo, era apenas uma parte dum todo e que conhecer o resto se fazia necessário naquele momento. Encontrou-se perdido e não sabia por onde começar. Resolveu deixar acontecer e apegou-se ao CRIADOR. A fé misturava-se sempre com a razão e teve que aprender que explicação existia apenas para as coisas mais simples e que o complexo estaria na sua frente à todo momento e que mesmo sem entender ele poderia partilhar e viver aquilo. As coisas foram acontecendo lentamente, uma ou outra vez separadamente, na maioria das vezes juntas para testá-lo e ver se estava apto para o novo. Sofreu sim, chorou também, sentiu falta, pediu perdão, quis sabedoria, apegou-se mais ainda em QUEM o criou. Continuou sem entender muitas coisas, mas esqueceu-se do sozinho para viver num acompanhado. Com amigos, com conhecidos, com desconhecidos. Viveu o mundo, apagou fragmentos, quis ser, cansou de apenas existir.

6 comentários:

Taw disse...

Não sabia que vc gostava de "fazer biografias"...

xD

:-P

Diana M. disse...

ser ímpar não quer dizer que não precisamos de um par.

Taw disse...

Cara... para eu entender um texto ele tem que ter sujeito e predicado... xD

Obvio que acho assim melhor!

xD

:-P

Thiago disse...

muita diferença existe entre existir = respirar e existir = ser.
Gostei.

Até

mais um garoto malvado disse...

Cansou- se de apenas existir e começou a ser. Começou a interagir e a perceber que as relações não dóem, são complicadas apenas. Começou a ser, e ser lindamente.

Ana disse...

Geralmente aprendemos aquilo que nos interessa.
E aquilo que somos obrigados a aprender e depois não mais utilizar, fazemos como no final do seu texto, 'apagamos fragmentos'... Ignoramos.

Beijos.